Olho Seco

Olho Seco

20 de setembro de 2010Alexandre de Marcos Ramos

Olho SecoDoença exige cuidados especiais e pequenas mudanças de hábito

O uso intensivo de computadores (quando se pisca menos) e o trabalho em tempo prolongado em ambientes com ar condicionado (mais seco) favorecem a desidratação da córnea, ocasionando a Síndrome da Disfunção Lacrimal. Mais conhecida como “olho seco”, esta queixa é cada vez mais freqüente nos consultórios oftalmológicos.

São as alterações do filme lacrimal, camada líquida responsável pela limpeza, proteção mecânica e química, homogeinização e lubrificação do olho, que causam a síndrome. “O filme lacrimal é constituído por 3 camadas: uma protéica, em contato direto com a córnea, recoberta por uma camada aquosa derivada da lágrima e uma camada lipídica (gordurosa) que impede a evaporação da camada aquosa. Quando existe um defeito em qualquer uma dessas camadas, os sintomas da doença aparecem”, explica Dr. Pedro Carricondo, oftalmologista do Hospital das Clínicas e consultor técnico da Bausch+Lomb, referência mundial na produção de medicamentos oftalmológicos, lentes de contato e equipamentos para cirurgias de catarata.

Segundo estimativa da Associação dos Portadores do Olho Seco (APOS), aproximadamente 18 milhões de pessoas no Brasil sofrem com este mal. “O olho seco é considerado uma doença, pois compromete o bem-estar do individuo. A síndrome tem graus e intensidades muito variáveis, mas mesmo os casos mais leves alteram o cotidiano e a qualidade de vida dos pacientes”, afirma o oftalmologista.

Os principais fatores para o aparecimento e o desenvolvimento da doença são as mudanças decorrentes do processo de envelhecimento, como as alterações palpebrais, quadros inflamatórios crônicos das bordas palpebrais e da superfície ocular e alterações hormonais (menopausa). No inverno ou nestes dias de clima seco, a baixa umidade do ar, o vento e a poluição dos grandes centros provocam a queda na produção de lágrima e também ajudam no aparecimento da síndrome. Já as crianças são raramente são afetadas pela doença.

Os principais sintomas do olho seco são vermelhidão, sensação de areia nos olhos, lacrimejamento, vista embaçada e sensibilidade à luz. O tratamento da síndrome é basicamente sintomático e inicia-se com medidas gerais, como evitar os ambientes e atividades em que os sintomas aparecem. “Fazer pausas ao trabalhar com o computador ou ler, evitar ar condicionado sempre que possível, hidratar os olhos para manter uma boa produção de lágrimas, tratar doenças oculares como conjuntivites, entre outras medidas, são os principais cuidados”, esclarece o oftalmologista.

Ainda de acordo com o especialista, caso os sintomas persistam é aconselhável que o paciente procure um oftalmologista. Nestes casos o médico recomenda o uso de colírios lubrificantes que repõem os componentes da lágrima, géis cicatrizantes quando há lesão da córnea e géis específicos para repor determinadas camadas do filme lacrimal. “É importante alertar que caso seja detectada a síndrome do olho seco e o paciente não fizer o tratamento corretamente, as conseqüências podem ser graves como o aparecimento de lesões na córnea que afetam a visão de forma definitiva”, afirma Dr. Carricondo.

A umidade do ar costuma ser mais baixa, o vento constante e a poluição atinge seus níveis mais altos, por isso, é preciso redobrar os cuidados

O clima de inverno, principalmente nas grandes cidades, pode agravar várias doenças típicas da época. Uma delas é a Síndrome do Olho Seco, que afeta cerca de 10% da população adulta em todo o mundo, e muitas delas sofrem desnecessariamente, já que não sabem que o problema tem tratamento. O Olho Seco é a segunda maior causa de atendimento nos consultórios oftalmológicos, depois de refração, e quando não diagnosticada e corretamente tratada, pode evoluir para lesão da superfície ocular e, em alguns casos, até a perda da visão.

O Olho Seco é uma doença crônica, caracterizada pela diminuição da produção da lágrima ou deficiência em alguns de seus componentes, ou seja, pouca quantidade e/ou má qualidade da lágrima. Os sintomas são de ardor, irritação, sensação de areia nos olhos, dificuldade para ficar em lugares com ar condicionado ou em frente do computador e olhos embaçados ao final do dia.

No Brasil, estima-se que cerca de 18 milhões de pessoas sofrem com a doença.  A doença está relacionada à exposição a determinadas condições do meio ambiente (poluição, computador), idade avançada, menopausa nas mulheres, medicamentos (anti-histamínicos, anti-hipertensivos, anti-depressivos), uso incorreto de lentes de contato, trauma (queimaduras térmica e química), doenças reumatológicas, e outras doenças do sistema imunológico (Penfigóide, síndrome de Stevens-Johnson).

Embora pareça um aborrecimento menor, a Síndrome do Olho Seco é potencialmente séria, pois pode causar processo inflamatório crônico, perpetuando a falha da lubrificação pelos componentes da lágrima, essencial para a manutenção da vitalidade das células da superfície ocular. Este distúrbio pode produzir áreas secas sobre a conjuntiva e córnea, o que facilita o aparecimento de lesões.

A Síndrome do Olho Seco também está relacionada à exposição a determinadas condições do meio ambiente (ar seco, poluição e computador);

Lugares fechados com aparelhos de ar condicionado podem aumentar a evaporação dos líquidos dos olhos e causar a doença;

No Brasil, estima-se que cerca de 18 milhões de pessoas sofrem com a doença.

A APOS, Associação dos Portadores de Olho Seco, existe desde 2004 para oferecer apoio, educação e informação a todos os familiares e pacientes com Olho Seco. É uma organização não governamental (ONG) sem fins lucrativos e independente.

fonte: spoke comunicação e marketing, opticanet, rodrigues e freire comunicação

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