Tratamento ocular: Dsaek - Transplante de córnea

Tratamento ocular: Dsaek – Transplante de córnea

18 de julho de 2012ÓCULOS SHOP

Tratamento ocular: Dsaek - Transplante de córnea

TRANSPLANTE DE CÓRNEA

O número de transplantes realizados no Brasil aumentou 44% em seis anos, segundo levantamento do Sistema Nacional de Transplantes do Ministério da Saúde.
Em 2001, foram 56,41 cirurgias desse tipo a cada grupo de 1 milhão de habitantes. Em 2007, foram 81,09 transplantes/milhão de habitantes. O país tem 559 hospitais autorizados a realizar transplante. O órgão mais aguardado na lista de espera dos pacientes que precisam de transplante é o rim, com 34.108 pessoas em dezembro de 2007. Em segundo lugar está a córnea, com 24.611 indivíduos. E em terceiro, o fígado, com 6.452 cidadãos.

De acordo com as informações do governo, São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul são os estados que mais fizeram esse tipo de procedimento em 2007. Os hospitais paulistas fizeram 178 transplantes/milhão de habitantes. No Paraná, foram 119 transplantes/milhão de habitantes e, em Mato Grosso do Sul, 100 transplantes/milhão de habitantes. O transplante de córnea está entre os mais realizados nos três estados no ano passado.

TRANSPLANTE DE CÓRNEA Com Intralase

Dados do Ministério da Saúde mostram que os transplantes de córnea no Brasil estão crescendo. De 2001 a 2006 houve um aumento de quase 23% nos procedimentos e o ano de 2006 fechou com cerca de 10 mil transplantes. Com as novas tecnologias disponíveis, esse número pode aumentar ainda mais. A mais avançada é o Intralase, um equipamento a laser para cirurgia ocular que permite recuperação mais rápida para transplantados. O corte da córnea do doador e do receptor é feito com o laser e não manualmente como antes, o que significa uma precisão muito maior, pois os cortes ficam exatamente iguais.
Além da precisão, o tempo do procedimento é menor com o Intralase, visto que há uma redução de 24 para 8 pontos cirúrgicos no olho do paciente. Outro benefício é a recuperação mais rápida. Na cirurgia tradicional, a recuperação leva em torno de 12 meses; com a nova técnica, esse tempo diminui para seis meses.
O Intralase é utilizado também em cirurgias de correção da visão (Miopia, Astigmatismo e Hipermetropia) e para tratar doenças oculares como o Ceratocone, que pode levar à perda de visão, através da colocação de anéis intracorneanos, o Anel de Ferrara. Enquanto o Intralase cria o túnel corneano para o implante do anel em 5 segundos, na cirurgia tradicional são necessários pelo menos 20 minutos. Nas cirurgias de correção de visão, o Intralase dispensa o uso das lâminas metálicas, usadas para cortar uma fatia da córnea. Na cirurgia convencional para corrigir miopia, astigmatismo e hipermetropia, o corte feito na córnea é totalmente realizado a laser, o que significa maior segurança e precisão.

TRANSPLANTE DE CÓRNEA Lamelar

Em casos avançados de certas patologias como o ceratocone, em que não é possível restaurar a visão com outras modalidades terapêuticas, realiza-se o transplante de córnea. O transplante lamelar profundo é uma técnica moderna de transplante de córnea através da qual se retira somente o estroma corneano (a parte doente da córnea), mantendo-se a membrana de Descemet e o endotélio. A técnica realizada por nossos especialistas é conhecida como “Big Bubble”, na qual se separa a membrana de Descemet do estroma utilizando uma bolha de ar. Essa técnica tem as vantagens de recuperação visual mais rápida, menor risco de rejeição da córnea doadora e maior tempo de sobrevida do transplante, pelo fato de preservar as células endoteliais do paciente-receptor.

TRANSPLANTE DE CÓRNEA Endotelial

Apesar de existirem algumas diferenças, os passos fundamentais estão consolidados e incorporados a este procedimento, que nos últimos anos foi convertido em padrão ouro.
Os nomes dos procedimentos: DSEK (descemet stripping endothelial keratoplasty), DSAEK (descemet stripping automated endothelial keratoplasty) e keratoplastia endotelial.
Estes termos são sinônimos e se referem à técnica atual que, basicamente, consiste em:
Preparação do enxerto doador: Extrai-se o enxerto de forma automatizada com um microcerátomo, em câmara artificial, cortando a parte superficial, deixando aproximadamente 150 micra de estroma e o endotélio. É a parte a ser implantada.
Extração do endotélio enfermo: Extrai-se com o método de “stripping”, ou seja, desnuda-se a córnea de seu endotélio enfermo, retirado junto com a membrana de Descemet.

Vantagens fundamentais

A câmara quase ocluída minimiza a possibilidade de complicações no momento em que o globo ocular está aberto, tal como hemorragia expulsiva.
Recuperação muito mais rápida. Como não há necessidade de suturas, a refração se estabiliza de forma mais rápida. Em geral, na semana 6, a maioria dos pacientes está com 20/40 de visão.
Existe uma pequena possibilidade de rejeição. Ainda que a rejeição seja possível, a maioria dos artigos indica que a rejeição epitelial e também a endotelial teria uma prevalência menor.

Desvantagens do procedimento:

Nem sempre é fácil conseguir o tecido doador e uma dificuldade ou complicação pode levar ao desperdício do mesmo.

Resultados

A maioria dos profissionais relata resultados visuais muito bons. A acuidade visual nem sempre é excelente, mas em muitos casos fica em torno de 20/30 ou 20/25. A causa da acuidade visual não ser excelente, pode ser devido à reflexão da luz na interface ou alterações estromais devido ao edema crônico. De qualquer modo, a acuidade visual pós-operatória melhora com o refinamento da técnica.
O grau de deslocamento após acurva de aprendizado é, para a maioria dos autores, de 5% e a perda endotelial é ao redor de 20 a 30%, parecida com a perda que ocorre na ceratoplastia penetrante.

Fonte: Visare

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