Estrabismo: o que é? Conheça as causas e o tratamento

20 de julho de 2012Juliana
estrabismo

O que é estrabismo?

Estrabismo é um defeito de posicionamento dos olhos, ou seja, quando o olhar está dirigido a uma direção num olho e a outra no contralateral. A falta de alinhamento entre os olhos pode ser notada constantemente ou apenas em alguns momentos. Enquanto um olho fixa em frente, o outro desvia para dentro ou para fora, para cima ou para baixo. O estrabismo é uma condição comum entre crianças, afetando cerca de 4% da população, podendo ocorrer, também, no adulto. Afeta homens e mulheres igualmente e pode ser transmitido hereditariamente.

Visão e cérebro

Existindo visão binocular normal, ambos os olhos fixam o mesmo ponto. A porção visual do cérebro funde as duas imagens numa única. Quando um dos olhos desvia (estrabismo), duas diferentes imagens são enviadas ao cérebro. Na criança, o cérebro aprende a ignorar (“não vê”) a imagem do olho desviado e passa a ver somente a imagem do olho não desviado. Isso leva à perda de profundidade e da visão binocular. Por outro lado, nos adultos que desenvolvem estrabismo, freqüentemente ocorre visão dupla, porque o cérebro já foi treinado a receber as imagens de ambos os olhos e não ignorar uma delas.

Causas

A causa que leva ao estrabismo ainda não é completamente conhecida. Os movimentos oculares são efetuados por seis músculos que devem trabalhar dentro de um sistema de equilíbrio de forças para manter os olhos alinhados. Isso explica a origem do estrabismo em algumas doenças neurológicas. Vale lembrar que o estrabismo também pode ser causado por doenças oculares como catarata ou trauma ocular, entre outras.

Detecção e diagnóstico

O sintoma primário do estrabismo é o desvio de um ou ambos os olhos. Muitas vezes a criança pode desviar ou fechar um dos olhos sob o estímulo da luz, ou entortar a cabeça para alinhar os olhos. Mas quando há suspeita da existência de estrabismo, a criança deverá ser encaminhada logo ao oftalmologista.

Tratamento

Tem como objetivo evitar a ambliopia, alinhar os olhos se possível e restaurar a visão binocular. Isso pode ser conseguido através de tratamento clínico (óculos/tampão) e/ou cirúrgico.

Esotropia

Ocorre quando um ou ambos os olhos desviam para dentro. Pode ser de três tipos:

  • o estrabismo causado somente por um desequilíbrio muscular, cujo tratamento é feito por cirurgia;
  • o estrabismo em que há desequilíbrio óptico e muscular que tem como tratamento o uso de óculos e/ou cirurgia;
  • aquele que ocorre geralmente em crianças que têm alto grau de hipermetropia, e que é corrigido apenas com óculos.

Exotropia

Ocorre quando um ou ambos os olhos entortam para fora. Manifesta-se mais freqüentemente quando o paciente olha para longe ou em situações de desatenção e cansaço.

O tratamento pode ser feito através de exercícios, óculos, ou, se necessário, cirurgia.

Estrabismo no adulto

É aquele que se manifesta na fase adulta. Mas devem ser investigadas as causas e dentre essas podemos ter doenças neurológicas, diabetes, doenças da tiróide, tumores cerebrais, acidentes, entre outras.
Pode ser tratado clinicamente com óculos, prismas, exercícios ou através de cirurgia.

Pseudoestrabismo (falso estrabismo)

É uma condição em que fatores anatômicos ou funcionais podem simular um desvio nos olhos
Nos primeiros meses de vida, os olhos podem desviar-se por alguns instantes, o que só se normaliza após o desenvolvimento da fixação na criança, em torno de 6 meses.

Outras causas importantes são o formato achatado e largo na base nasal, próprio da criança e o epicanto, que é uma proeminência de pele no canto interno dos olhos.

Ambos encobrem a parte branca dos mesmos, principalmente quando a criança olha para os lados. Com o crescimento, estes aspectos tendem a diminuir e desaparecer.

Conclusão

  • Estrabismo não desaparece com o crescimento, mas pseudoestrabismo, sim. Mas quanto mais precoce o exame oftalmológico e o tratamento do estrabismo, melhor será o resultado visual
  • O tratamento para o estrabismo não é sempre cirúrgico, podendo ser feito através de colírios, óculos e exercícios.
  • Se a cirurgia está indicada, quanto mais cedo for feita, melhor a chance de a criança desenvolver visão binocular normal.
  • Além disso, quando se trata de correção apenas estética na criança e adulto ou cirurgia funcional no adulto, o procedimento pode ser feito em qualquer idade.

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